Globo terrestre feito de cabos de fibra óptica e luzes conectando um notebook a um ícone de nuvem.

Informática: Como Funciona a Internet

Até agora, o nosso laboratório digital estava restrito ao nosso próprio computador. Chegou a hora de expandirmos as nossas fronteiras. Quando falamos de internet, palavras como “rede” e “navegação” vêm imediatamente à cabeça. Isso acontece porque esses termos estão ligados diretamente à definição da internet e, essencialmente, a como ela funciona na prática.


1. O que é a Internet?

A internet é, essencialmente, uma quantidade enorme de fios que conectam computadores uns aos outros. Esses fios são tantos e se estendem por tantos lugares físicos que um computador do Japão consegue acessar um computador aqui no Brasil em frações de segundo, por exemplo.

Ilustração em estilo vetorial 3D suave mostrando um servidor central dentro de uma nuvem digital estilizada. Ao redor, um notebook, um tablet e um smartphone estão conectados por linhas de dados ao servidor.
Na nuvem, o servidor guarda o arquivo e seus dispositivos (clientes) apenas o visualizam, garantindo mobilidade total.

A parte mais grossa e firme desses cabos de fibra óptica é chamada de Coluna da Internet (o Backbone), e geralmente conecta países atravessando os oceanos.

Na engenharia dessa rede, alguns computadores ficam conectados sem nunca serem desligados, trabalhando para fornecer dados e arquivos a qualquer momento para um usuário que necessite. A lógica funciona assim:

  • Os computadores potentes que fornecem arquivos e permanecem sempre ligados são chamados de Servidores.
  • Enquanto isso, os computadores usados pelo usuário comum para acessar os arquivos e dados se chamam Clientes.

Aliás, é exatamente dessa relação de Servidor e Cliente que nasce a chamada computação e armazenamento em nuvem. O único problema aqui é a questão da quantidade de servidores disponíveis na internet, que está na casa dos milhões. Como se localizar no meio de tantos? A resposta está nos Endereços, que investigaremos mais à frente.


2. A Nuvem (Cloud Computing)

Você já ouviu expressões do tipo: “Meus arquivos estão na nuvem”, ou “quando tiro uma foto no meu celular ela vai direto para a nuvem”, ou mesmo “costumo trabalhar na nuvem”, certo? Mas o que isso realmente significa?

Ilustração em estilo vetorial 3D suave mostrando um servidor central dentro de uma nuvem digital estilizada. Ao redor, um notebook, um tablet e um smartphone estão conectados por linhas de dados ao servidor.
Na nuvem, o servidor guarda o arquivo e seus dispositivos (clientes) apenas o visualizam, garantindo mobilidade total.

O armazenamento na nuvem é uma tecnologia que permite que o usuário de internet guarde todos os seus dados em um servidor (um daqueles supercomputadores que nunca desligam), sem precisar usar o espaço físico local do seu próprio computador. Este tipo de armazenamento pode trazer muitas vantagens e dar enorme autonomia para os seus projetos:

  • Redução de custos e menos dispositivos: Na nuvem, tudo fica em um servidor digital, o que faz com que o usuário não precise investir dinheiro comprando novos eletrônicos (como HDs externos ou pendrives) para guardar seus arquivos. O resultado é menos gastos, menos lixo eletrônico, menos dispositivos físicos e mais espaço.
  • Dinamismo e mobilidade: Usar um serviço de armazenamento na nuvem garante muita praticidade e mobilidade nas tarefas do dia a dia. Você pode acessar os seus arquivos de qualquer lugar e de qualquer tipo de aparelho compatível, contanto que tenha uma conexão estável à internet.
  • Segurança de dados: Ninguém quer pôr em risco seus arquivos pessoais e profissionais. Na nuvem, apenas o usuário tem acesso ao seu próprio material (por meio de login e senha pessoais) e nem mesmo as empresas que oferecem esses serviços sabem o que esses conteúdos são.
  • Projetos colaborativos: Se o usuário quiser, pode permitir o acesso de outros usuários aos seus arquivos. Essa é uma maneira de compartilhar e desenvolver projetos colaborativos que precisem de muitas pessoas envolvidas. Os participantes do projeto nem precisam sair de casa para trabalhar, já que tudo é feito em conjunto pela internet. Alguns programas até permitem a edição colaborativa, que acontece quando mais de um usuário modifica um arquivo ao mesmo tempo, atualizando em tempo real para todos aqueles com o documento aberto.
  • Dispensa instalação: É possível acessar planilhas, editores de texto, calendários, agendas, editores de imagens e multimídias sem precisar instalar absolutamente nada no seu computador. Várias plataformas atualmente oferecem o serviço de armazenamento on-line e de forma gratuita. Os ganhos são na produtividade e na agilidade das tarefas. Isso é muito útil para o campo educacional, pois permite que colegas façam trabalhos em grupo, editando ao mesmo tempo um único arquivo.

3. Endereços e Domínios

Um endereço na internet nada mais é do que um nome único, um jeito lógico e exclusivo de acessar uma página específica no meio de milhões de servidores.

Infográfico horizontal nítido do endereço "https://www.google.com/". O texto está dividido em blocos coloridos com rótulos: Protocolo (https), Rede (www), Domínio (google) e Tipo (.com).
Entender a anatomia de um endereço ajuda a identificar a finalidade e a segurança de qualquer site que você investigar.

Esses endereços geralmente vêm no formato:

https://www.google.com/

Vamos investigar o que cada parte significa:

  • https:// é a sigla, em inglês, para protocolo de transferência de hipertexto. Trata-se do padrão adotado mundialmente para transmitir conteúdo em um formato que pode incluir imagem, texto e links. A sigla “https” refere-se a uma versão mais segura desse protocolo, com dados encriptados (protegidos).
  • www. é a abreviação de World Wide Web, ou rede com amplitude mundial. É o espaço virtual formado por milhões de sites e computadores conectados.
  • google é o nome de registro do site.
  • .com é a abreviação de comercial. Indica que a organização dona daquele site ou e-mail tem fins comerciais – é o caso da maioria das empresas no mundo.

Identificadores de Países e Instituições

Algumas vezes, o .com vem acompanhado de mais alguma informação, como um .br ou um .us. Isso identifica de forma lógica o país de origem do site. Veja alguns outros exemplos de investigação:

  • .uk – Reino Unido (em inglês, United Kingdom).
  • .de – Alemanha (em alemão, Deutschland).
  • .nl – Países Baixos (em holandês, Nederland).
  • .py – Paraguai (em espanhol, Paraguay).
  • .au – Austrália.
  • .at – Áustria.
  • .il – Israel.
  • .ca – Canadá.

Existem também siglas específicas que definem sites não comerciais. Conhecê-las ajuda a validar a fonte da sua pesquisa:

  • .edu: entidades educacionais.
  • .gov: sites do governo.
  • .org: organizações não comerciais (ONGs).
  • .mil: sites militares.
  • .int: organizações intergovernamentais.
  • .net: originalmente usado por provedores de internet. Hoje, é uma alternativa bastante comum quando o endereço finalizado em “.com” já existe.

4. A Página

Ao acessar um endereço de um site, o conteúdo visual exibido no monitor se chama página. É na página que vão ser exibidos os elementos interativos do site. A página principal que aparece ao acessar um site se chama página inicial, homepage ou index.

Outras páginas podem ser acessadas dentro de um mesmo site, e essas ramificações geralmente são chamadas de sub-páginas. Um exemplo de sub-página é uma página de usuário do Facebook, que é geralmente no formato facebook.com/joao, onde facebook.com é a página principal da rede social e facebook.com/joao é a página (o diretório) específico do usuário João.

Com essas informações lógicas em mente, já podemos começar a acessar a internet. E para isso, é preciso utilizar a nossa ferramenta principal: o Navegador.


5. O Navegador (Browser)

De acordo com definições clássicas (que inclusive já caíram em provas de concurso), um navegador é um(a):

  • Aplicativo que disponibiliza ferramentas simples para acesso à internet;
  • Aplicativo que um usuário invoca para acessar e exibir uma página web;
  • Programa utilizado para acessar sítios (ou sites) na internet;
  • Espécie de ponte entre o usuário e o conteúdo virtual na internet;
  • Programa desenvolvido para permitir a navegação pela web e processar diversas linguagens de código;
  • Programa de computador que possibilita a interação entre usuários e páginas web;
  • Programa que permite a navegação na Internet e a visualização das páginas na web.
Composição artística com ícones 3D modernos dos navegadores Chrome, Firefox e Edge flutuando sobre uma representação translúcida de uma página web em carregamento.
Os navegadores são as ferramentas que transformam códigos invisíveis nas páginas coloridas e interativas que acessamos.

Observe que todas as definições giram em torno da mesma lógica: primeiro, o navegador é um aplicativo (um software); segundo, ele permite a interação dos usuários com páginas ou sites; e terceiro, ele possibilita a navegação web na internet traduzindo códigos em imagens.

Os Principais Navegadores do Mercado

Atualmente existem muitos navegadores à disposição, sendo os mais conhecidos para o nosso laboratório:

  • Firefox: É um navegador livre e multiplataforma desenvolvido pela fundação Mozilla com ajuda de centenas de colaboradores. A intenção da fundação é desenvolver um navegador leve, seguro, intuitivo e altamente extensível. É um navegador de código livre e gratuito.
  • Chrome: É um navegador de internet desenvolvido pela companhia Google, sendo gratuito e proprietário. Possui um núcleo de código aberto, mas os direitos comerciais são da empresa. Existe uma versão puramente de código aberto chamada Chromium.
  • Internet Explorer: É uma série de navegadores web gráficos desenvolvidos pela Microsoft e inclusos como parte da linha de sistemas operacionais Windows. Iniciado em 1995 (lançado para o Windows 95), foi um dos navegadores mais usados do mundo. Está desatualizado e quase não é mais utilizado hoje em dia. É um navegador proprietário e gratuito.
  • Edge: Em janeiro de 2020, a Microsoft anunciou o novo Microsoft Edge, sendo que a principal novidade é a utilização do motor Blink, o mesmo utilizado pelo Chrome. O Blink é um motor de navegadores web desenvolvido pela Google como parte do projeto Chromium. O Edge, atualmente, é o navegador padrão oficial do Windows 10.

Material de apoio estruturado pelo Professor Pedro Henrique Ramos dos Santos | Curso de Informática.